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Opiniões ... Recordações

Em tempo de descanso da nossa equipa de futebol nada como ir ao baú das recordações. Aqui ficam dois textos, um do Ricardo Mesquita ( que o deixou no nosso livro de visitas) outro do Jonhy Ribeiro ( que publicou no seu blog), ambos ex jogadores do Seixo.

Ricardo Mesquita

Passei só para desejar a todos um Excelente 2009 e que o meu Seixo seja campeão e consiga subir de Divisão.

Sinto-me muito feliz por voltar a ver o Seixo em grande no futebol distrital como aconteceu há uns anitos atrás quando também eu jogava no Seixo.

 Tive a honra de jogar nos juvenis, nos juniores e nos séniores do Seixo. Chegava a jogar ao Sábado pelos juniores e no Domingo pelos séniores.

O primeiro jogo que fiz com a camisola do Seixo, nº 15, nunca mais me esqueço, com o equipamento de lã à Sporting perdi 18 a zero no Vilanovense...meu deus...

Com o passar dos tempos criámos uma grande equipa nos juniores onde dificilmente perdíamos jogos. Jamais esquecerei essa equipa com o Zé Peixeiro à baliza, eu e o Rui Cides a centrais, o Mesquita e o Telmo a laterais, o André e os Gémeos no meio campo, o Pazito, o Oliveira e o Paulo Rocha na frente...tantos golos que marcámos...aquela fase final com a Naval, o União de Coimbra e o Tabuense para subir aos nacionais...aquele jogo no fojo com o União de Coimbra onde empatámos 1-1 onde estavam cerca de 600 pessoas a ver o jogo e onde nós fomos os únicos a roubar pontos ao então gigante de Coimbra que até metia medo...bons tempos...aquele jogo com o Àguias quando ao intervalo estávamos a perder por 4-0 e ainda fomos ganhar 5-4...o banho que demos ao mister Vitó a comemorar...os grandes homens que sempre estiveram ao nosso lado nos momentos bons e nos momentos menos bons, não só no futebol como na nossa vida pessoal...

o Ti Anibal, o Herminio, o Manuel Seabra, o Ti João da Russa, o Risco, O Nelson, os Tarecos da Praia, o Dulio dos Leitões, o Janicas que ainda agora dava uma corrida se fosse preciso, o Morais...quando me lembro destes tempos até me vêm as lágrimas aos olhos.....

nunca me irei esquecer que o primeiro postal de Natal que recebi foi o Vitó que mo deu na altura em que era o nosso treinador...são passagens que nunca mais esqueceremos...hoje sinto-me muito muito feliz por ver o meu Seixo com pessoas de grande caracter na frente da equipa do futebol, desde o presidente ao treinador, directores, jogadores e todos aqueles que seguem a equipa nos jogos.

Obrigado Seixo por me teres dado os melhores momentos da vida na minha infância. Grande abraço para todos e que 2009 vos traga muita saúde, alegria e paz.

Jonhy Ribeiro

A melhor equipa de juniores de futebol de sempre do Seixo foi sem dúvida a do início dos anos 90 com o Pazito, Oliveira (hoje jogadores do Anadia, noutros tempos, jogadores da Naval e Académica) e todos os seus restantes bons colegas, ainda me lembro de virarem um resultado de 0-3 ao intervalo para 4-3.

A 2ª melhor equipa de juniores foi a de 98/99. Mas sem rodeios, globalmente em termos de resultados foi apenas mediana. Na primeira volta ganhamos apenas 1 jogo, foi na última jornada à Carapinheira. As circunstâncias e contingências não eram ultra-favoráveis. O Seixo secção de futebol estava encerrado a nível de Seniores. O Sr. Evangelista Claro (Ria) decidiu pegar naquilo criando apenas juniores (economicamente menos dispendioso

O Treinador era o Eduardo, um gentleman, culto, educado, sensato, conhecedor, diplomata, acima de tudo bom pedagogo (a palavra pedagogia está relacionada com jovens e nós eramos mesmo adolescentes).

A primeira volta foi mesmo um desastre, todas as semanas era um 11 diferente, o meu parceiro no meio campo nunca era o mesmo, o treinador ainda não nos conhecia, não tínhamos grande experiência de futebol 11, havia muito pessoal que não era do Seixo e de qualidade duvidosa. Resultado, além de alguns empates, apenas 1 vitória no último jogo.

Lembro-me de levar uma grande sova da Naval na Figueira da Foz de noite e de nem sair da área na Tocha. A segunda volta considero fantástica, o Treinador Eduardo conseguiu juntar 12 a 13 jogadores certinhos (não era fácil a assiduidade, uns andavam no 11º e 12º ano de escolaridade, outros na universidade, outros trabalhavam e outros tinham a música como outra actividade) e obtivemos grandes resultados. Nas poucas vezes que jogaram estes 11,12 ou 13 era quase vitória certa: GR- Eduardo Seabra (nem sempre jogou mas quando o fazia a equipa ganhava estabilidade). Defesa direito- Marco Lourenço (o mais novo, o Russo gozava com as fífias dele, mas apesar da idade já mostrava qualidade). Centrais -Orlando e Miguel (Miguelinho), o primeiro era um poço de força e segurança, o segundo era uma carraça, gostava de "secar" avançados. Defesa esquerdo- David Miranda Carlos (sem deslumbrar, pelo lado dele era difícil passar, muito combativo chegou a ser capitão). Médio direito- Márcio (Marcito), era o mais experiente e tinha uma velocidade incrível. Médio esquerdo- Artur (muita classe naquele pé esquerdo). Os dois médios centros era eu e o Hélder Gonçalves (Clex), o Hélder era o líder da equipa (mais vezes capitão), ganhava todo o jogo aéreo do meio campo e ainda tinha bons pés. Os avançados eram o Alexandre Pito e o Hélder Seabra (Russo). "Discutiam" entre si e comigo porque queriam que eu fizesse aberturas exclusivamente a um deles. O Russo facturou mais, era mais forte fisicamente, um animal de competição, exigente, mais finalizador, o Pito era o franzino artista, dos toques de calcanhar, das habilidades, das cuecas, das aberturas para o colega. O Jonathan era um dos mais novos e ajudou muito, era rápido e competitivo, o Marco Maranhão também ajudou mas não tinha rodagem de futebol 11.

Ficam para a história as vitórias sobre a Tocha (candidatos a subida, alguns dos seu juniores fizeram carreira), sobre o Águias (4-1), Marialvas (3-1 quem ganhava aos craques de Cantanhede?), Buarcos, Praia da Leirosa fora (1-2 no último minuto com o Pito a aproveitar uma fífia deles), Cova Gala, Carapinheirense, empate 1-1 contra 7 jogadores do Ançã. Sim perdemos em casa com Naval 0-4, com Febres (a seguir ao almoço do Crisma do Marco Lourenço) e na Praia de Mira 2-0 (com muita luta), mas a equipa na 2ª volta jogava mesmo à bola, dava gosto de ver. Lembro-me do "Clex" levar a carrinha sem travões (diz ele) a Pereira do Campo e de chegarmos atrasados.

Os capitães foram variando e a malta dava-se bem. Foi pena não começarmos com estes logo de início e desta formação não ter tido continuidade no ano seguinte, foi como se tivesse nota 5 na 1ª volta e nota 16 na 2ª dando média 11 no ano todo.

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